quarta-feira, 12 de maio de 2010

Coisas que perdemos pelo caminho

No filme "Em seu lugar", um filme até bobo, hollywoodiano, mas que tem um trecho muito legal, no qual a atriz Cameron Diaz, que no filme vive uma personagem com dislexia, está em um hospital e um senhor cego pede para ela ler um trecho de um poema, o foco é nesse problema da personagem, claro. Mas, depois que você vê umas duas vezes o filme começa a prestar a atenção no poema. Ele fala da perda de coisas na vida. Primeiro coisas simples como um molho de chaves, depois grandes coisas como rios, países, mas, na verdade é uma forma metafórica para dizer que temos que nos acostumar a perder coisas no caminho da vida.

E comecei a pensar muito nisso ultimamente, como a nossa vida muda, extamente pelas coisas que perdemos pelo caminho. E engraçado a forma como perdemos especialmente as pessoas, na sua forma física primeiramente, pela distância geográfica e temporal e depois como vamos perdendo todo o tipo de presença dessa pessoa...os telefonemas ficam raros, emails não aparecem mais na caixa de entrada e, por fim a pessoa fica só na lembrança, mas, começa a ser uma lembraça dolorida, de procurar onde você errou. Foi eu que me distanciei? Foi o telefonema que não dei? O aniversário que esqueci? Alguma coisa que falei na última vez que nos vimos? Não temos mais nada vê? Mas, e as coisas que compartilhamos e laços feitos? Não são válidos mais?

Ai você luta para isso não transformar-se em mágoa...e de repente começa pensar que a vida é assim mesmo, as pessoas passam por ela, mas, no fim a gente vai embora do mesmo jeito que chegou nessa existência...sozinho... Mas, conformismos à parte, tem algumas pessoas que eu simplesmente queria que continuássem aqui, na existência do meu dia-a-dia, no entanto, não podemos lutar contra os ventos que sopram de todos os lados que levam cada pessoa que mudou nossa vida, que ainda amamos ou um dia já amamamos para os seus destinos. E nem sempre eles se cruzam, o que não apaga o que existiu e nem as mudanças causadas...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Saudade

Na semana passada eu estava a caminho do trabalho e ouvi uma música na rádio. Beautifull do Snoopy Dog, a música é um pouco chatinha, aquele ritmo que gruda mesmo, uma vez e você já sabe cantar todo o refrão.

Mas, essa música me fez recordar uma das coisas que eu mais gostava na faculdade, fazer o Direto da Quebrada. Eu, Pedro e a Kelly escolhemos essa música para uma edição do programa que gravavamos toda sexta-feira. Bom, aí é como um efeito dominó, você lembra de uma edição, que puxa outra e um minuto parece que todo aquele ano que nos dedicamos ao Hip Hop está ali na sua frente.

E dá uma tristeza, mas uma tristeza boa, de saber que pelo menos em um período da nossa vida fizemos algo porque realmente gostavamos e não porque a roda gigante do nosso mundo, do nosso louco cotidiano nós obriga a fazer. Um compromisso que escolhemos viver, escolhemos construir.

E isso dava um trabalho, mas, um trabalho gratificante, que no fim tomava nossas tarde, gastava nossos dedos no teclado, nosso ouvidos, nossas cabeças em pensar qual seria o tema, como seria texto, onde entraria as músicas, mas, que no fim tudo valia a pena, mesmo que ninguém ouvisse. Ninguém, além de nós três e o Ângelo...sempre lá na mesa de som.

Promessa para o próximo post...um roteiro do Direto da Quebrada...